segunda-feira, 12 de maio de 2014


Formação do Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio



quarta-feira, 7 de maio de 2014


Intercâmbio Educacional
No dia 29 de abril os alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) do Ensino Médio da Escola Estadual Leopoldo Meinen, receberam na sala de aula uma visita muito especial, pois o médico cubano Jorge Vaillan, assim como as médicas Yaritza Hernandez e Yiliana Castillo aceitaram o convite da professora de Espanhol Nilda Schütz para realizar uma conversa informal com os alunos. Os médicos foram recepcionados com muito carinho pela Direção da Escola e com o tradicional chimarrão, onde os alunos realizaram várias perguntas em espanhol e as mesmas deveriam ser respondidas também em espanhol pelos convidados.
Foi uma noite muito agradável e de grande conhecimento, pois foi questionado também sobre como era a saúde, educação e política no país onde moravam, além de vários outros assuntos. Este encontro foi de grande importância, sendo que o Espanhol é uma das línguas mais faladas no mundo, é um idioma muito belo, e vivemos num mundo interligado e globalizado e saber “hablar” em espanhol torna-se uma necessidade para compreendermos “los Hermanos” que estão em nossa cidade.




terça-feira, 6 de maio de 2014


 Dificuldades de Aprendizagem e o Uso do Computador
Professora do Laboratório de Informática :  Lori Scapin
        O computador se mostra um instrumento utilíssimo ao possibilitar que o professor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio do pelo aluno, seja na resolução de problemas, utilizando jogos educativos, ou numa forma de expressar suas idéias.
      O computador é usado como um instrumento de aprendizagem, onde o aluno atua e participa do seu processo de construção de conhecimentos de forma ativa, interagindo, reformulando, tendo como parceria o professor, agora mais no papel de um orientador. Estas situações favoreceram a criação de vínculos, não só com o professor, como também com o prazer de aprender, resgatando a auto-estima das crianças e a crença em suas possibilidades de produzir e criar e Através do computador, a criança aprende de forma prazerosa, espontânea e criativa, para que isso ocorra, é importante promover uma integração lúdica entre os conteúdos curriculares e as atividades realizadas no computador.
     Nem só as dificuldades cognitivas podem ser trabalhas, as de natureza afetiva e emocional também. Crianças com TDAH reagem muito bem ao uso dos computadores na aprendizagem pelo fato que a intercalação de textos, imagens, sons e movimentos conseguirem capturar a sua atenção. A atividade com o computador propicia situações onde nos aproximarmos dos alunos que se apresentam às vezes arredios, inseguros, ansiosos, com baixa auto-estima, frustração e agressividade, pois diante da máquina, podemos perguntar o que ele esta fazendo, como ele faz determinada coisa ou simplesmente pedir para que nos ensine e assim promover a aproximação, o diálogo e a afetividade. Conseguimos dar aquela atenção necessária ao aluno sem expor as suas dificuldades perante os demais, pois estes estarão “ocupados demais”.
   O papel fundamental do professor é oferecer condições, através do computador, para que o aluno possa construir seu próprio conhecimento, respeitando tempos e novas formas de pensar, oportunizando situações de aprendizagem onde o aluno possa criar, refletir, agir, questionar, interagir, enfim, que se torne sujeito da sua própria aprendizagem.
    O computador torna-se um aliado poderoso e impessoal do professor no trabalho com alunos com DA, pois até a postura do professor, do ponto de vista do aluno, muda. Ele não é visto mais como o “senhor do conhecimento” (a nossa frente), mas como um companheiro, um orientador. Esta é a chamada relação aluno/computador/professor, o aprendiz, o instrumento, e o orientador, onde o professor sempre que for necessário e solicitado, fará as interferências necessárias que levarão o aluno a pensar, refletir, , testar hipóteses e concluir.
      As novas tecnologias e o uso do computador só terão sentido a partir de uma mudança da postura pedagógica do professor com um repensar deste sobre o seu fazer pedagógico, pois o computador por si só não faz milagres, apenas potencializa o que já existe.



quarta-feira, 26 de março de 2014


ALMOÇO EM COMEMORAÇÃO AOS 61 ANOS DA ESCOLA LEOPOLDO MEINEN

A Escola Estadual de Educação Básica Leopoldo Meinen comemorou seus 61 anos de história em educação, no dia 13 de março, do corrente ano. Este dia, foi comemorado, na escola, através de uma celebração nos três turnos onde os professores, funcionários e alunos renderam graças pelas bênçãos recebidas e pediram que Deus continuasse abençoando este educandário para que em 2014 todos alcancem o sucesso merecido, após foi realizada uma confraternização onde os alunos trouxeram o lanche e partilharam com os colegas.
No domingo, dia 16 de março foi realizado um almoço festivo para comemorar esta data. Na ocasião foram realizadas apresentações enfocando o lema da escola para o ano de 2014, sendo este: Investir na construção do conhecimento, através de: leitura e escrita, pesquisa, tecnologia, liderança e interdisciplinaridade. Após foi servido um delicioso almoço, o qual contou com grande participação da comunidade escolar.
A direção da escola agradece as pessoas que prestigiaram este evento, pois através de sua participação ajudam a engrandecer a qualidade da educação da Escola Leopoldo Meinen.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O INCENTIVO À LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Nilda Flores Schutz
Especialista em Pedagogia Gestora:
Orientação, Supervisão e Administração Escolar

A leitura é uma atividade permanente da condição humana, uma habilidade a ser adquirida desde cedo e treinada em suas várias formas, portanto, é na escola que desperta-se a paixão de ler.
É de fundamental importância que as escolas trabalhem a leitura nas séries iniciais, através de projetos, incentivando assim, o gosto e o prazer ao ler, de uma forma descompromissada e sem cobrança, acontecendo assim, a fruição.  O ideal, é que nas escolas, as crianças tivessem acesso aos livros desde cedo, através de sacolas de leitura, onde brincariam de ler, ou mesmo já alfabetizados, fazer uso dessa maravilhosa ferramenta e até, a mesma (sacola de leitura), percorreria a residência dos alunos, assim todos da família poderiam usufruir de leituras de gêneros variados.
Segundo o escritor Luis Fernando Verissimo - “Além de informar e educar, a leitura também ajuda a pensar. Nos livros está a reflexão organizada sobre o mundo que o jovem precisa para se orientar na vida. Sem falar, claro, no prazer e no enriquecimento que ele terá com a ficção e a fantasia?”
Os professores devem instigar os alunos à leitura e as escolas investirem na implementação e manutenção das bibliotecas escolares, seduzindo os estudantes para a mesma, pois é uma fonte muito importante para a formação do imaginário, ainda mais na atualidade, em que as crianças desde cedo tem acesso à tecnologia. “Hoje, muitos adultos não leem ou mesmo deixam de ler para seus filhos em função da vida moderna. Por isso na aquisição do hábito da leitura por uma criança, os professores tem papel muito mais importante do que os próprios pais. Literatura é prazer e as crianças devem descobrir isso”, comenta Ignácio de Loyola Brandão.
            A leitura deve entrar no cotidiano da escola, através do estímulo dos educadores, onde os alunos compartilhem suas leituras, confrontem autores e façam indicações literárias, assim formaremos alunos críticos e que saibam interpretar nas diversas áreas do conhecimento.
A escola é por excelência um espaço de leitura, é dever dos educadores incorporá-la ao seu planejamento, transformando-a em um hábito regular para os alunos, construindo sua trajetória, como leitores. Quem sabe assim formaremos um país de leitores.  O livro deve ser oferecido o mais cedo possível para as crianças e valorizado como objeto de prazer e conhecimento.
Freire (1993), no livro A importância do ato de ler, ressalta a importância da leitura e faz uma avaliação pessoal sobre a sua leitura de mundo. Relembrando os momentos da infância em que teve o primeiro contato com a leitura, através do ambiente em que vivia e experiências do dia a dia.
A importância do ato de ler, eu me senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo (FREIRE, 1993, p.11).  
A leitura adquire uma extrema importância na vida do indivíduo a partir do momento em que o mesmo adquire o hábito e faz da leitura um momento de prazer e de conhecimento de novas culturas.


Artigo sobre educação: Relações Afetivas no Processo Ensino-Aprendizagem

RELAÇÕES AFETIVAS IMPLÍCITAS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

      
Pensar em educação demanda refletir sobre o conceito que cada protagonista desse cenário, pais, professores e alunos, tem sobre ela e sobre como implementá-la em sua prática. Também, pensar em trabalhar o ser humano em sua totalidade, observar como se dá o seu desenvolvimento e relacionamento com o mundo que o cerca.
Conceber e desenvolver processos educativos no aluno com deficiência requer a observação de seu desenvolvimento individual, bem como, as relações que estabelece com os demais, para através da mediação estabelecer parâmetros de avanços em sua aprendizagem.
Como ressaltou Wallon (1995, p. 102):


Ora, sem atividade coletiva não há conhecimento, nem linguagem, nem simbolismo possível. Se, pois, a emoção ritualizada desempenha sem dúvida um papel no advento da atividade simbólica, se ela parece ter antecedido as manifestações mais decisivas da vida e da alma coletiva, é preciso reconhecer nela um intermediário necessário entre o automatismo e o conhecimento.


            Para o autor, o desenvolvimento dos indivíduos se dá a partir da convivência coletiva. A emoção é anterior a muitas conquistas das pessoas em seu desenvolvimento, pois para ele, desde as primeiras manifestações públicas/ sociais da história humana, os indivíduos se reúnem em grupos e se expressam através da emoção momentânea.
Considera-se que aprender é aprender com alguém, ou seja, o ato de aprender sempre pressupõe uma relação com outra pessoa, a que ensina.
Conforme Codo e Gazzoti (1999, p. 98), o elo de afetividade vai se formando numa troca entre os pares e é mediante o estabelecimento de vínculos afetivos que ocorre o processo ensino-aprendizagem. O ensino inclusivo proporciona essa integração ao professor e ao aluno. Ambos aprendem como atuar e interagir com seus pares no mundo real.
Para Vygotsky, a transformação dos processos mentais elementares em funções superiores ocorre por meio das atividades mediadas e por meio das ferramentas psicológicas, dando a compreender que a formação da subjetividade individual decorre do relacionamento com os outros. As análises de Vygotsky (1993) conduziram a propor que o desenvolvimento de uma criança deficiente representa, sempre, um processo criativo e que essa criança apresenta meios particulares de processar o mundo. A abordagem de Vygotsky incorpora a noção de compensação, pois no contato do indivíduo deficiente com o mundo externo surgem conflitos, e a resolução desses conflitos pode propiciar a emergência de soluções alternativas, que se constituem em formas qualitativamente diferentes das funções psicológicas superiores.
Desta maneira, Vygotsky assume uma posição que privilegia a importância dada à aprendizagem escolar como promotora do desenvolvimento e que reconhece o papel desempenhado pelo professor como mediador no processo de aquisição de conhecimento, na formação de conceitos científicos e no desenvolvimento cognitivo de seus alunos. Como ressalta Páez (2001, p. 33),

A inclusão pode trazer benefícios incontestáveis para o desenvolvimento da pessoa com deficiências, desde que seja oferecido na escola regular, necessariamente, uma Educação Especial que, em um sentido mais amplo, “significa educar, sustentar, acompanhar, deixar marcas, orientar, conduzir”

Desta forma, a inclusão escolar pressupõe mudanças relacionadas a posturas frente às concepções que circulam o ambiente escolar. É necessário edificar práticas que realmente estimulem a autonomia, a criatividade e a ampliação das competências do aluno com deficiência. Para Esteban (1989, p.77),
[...] a concepção que o professor tem de mundo e de homem tem relação com sua concepção sobre o processo de alfabetização, assim como a leitura que faz do desenvolvimento da criança tem relação com a qualidade da sua intervenção.

É evidente que a pessoa com deficiência se beneficia das interações sociais e da cultura na qual está inserida, sendo que essas interações, se desenvolvidas de maneira adequada, serão propulsoras de mediações e conflitos necessários ao desenvolvimento pleno do indivíduo e à construção dos processos mentais superiores (Vygotsky, 1987, p.96).


6  REFERÊNCIAS

ESTEBAN, M. T.. Repensando o fracasso escolar. Caderno de Pesquisa – CEDES. 28, 73-86. 1989.

PÁEZ, S. M. C.. A integração em processo: da exclusão à inclusão. Escritos da criança, 6, 29-39. 2001.

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes,
1984.

VYGOTSKY. L. S. Pensamento e linguagem. (J. L. Camargo, Trad.). São Paulo: Martins Fontes. 1987.  (Trabalho original publicado em 1962).

WALLON. In LATAILE, Y; OLIVEIRA, V; DANTAS, H. Piaget, Wygotsky, wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.



Ivania Rossatto Facco
Pós-graduada em Neuropsicopedagogia e Educação Escolar Inclusiva