
segunda-feira, 7 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
ALMOÇO EM COMEMORAÇÃO
AOS 61 ANOS DA ESCOLA LEOPOLDO MEINEN
A Escola Estadual
de Educação Básica Leopoldo Meinen comemorou seus 61 anos de
história em educação, no dia 13 de março, do corrente ano. Este
dia, foi comemorado, na escola, através de uma celebração nos três
turnos onde os professores, funcionários e alunos renderam graças
pelas bênçãos recebidas e pediram que Deus continuasse abençoando
este educandário para que em 2014 todos alcancem o sucesso merecido,
após foi realizada uma confraternização onde os alunos trouxeram o
lanche e partilharam com os colegas.
No domingo, dia 16 de março foi realizado um almoço festivo para
comemorar esta data. Na ocasião foram realizadas apresentações
enfocando o lema da escola para o ano de 2014, sendo este: Investir
na construção do conhecimento, através de: leitura e escrita,
pesquisa, tecnologia, liderança e interdisciplinaridade. Após
foi servido um delicioso almoço, o qual contou com grande
participação da comunidade escolar.
A direção da
escola agradece as pessoas que prestigiaram este evento, pois através
de sua participação ajudam a engrandecer a qualidade da educação
da Escola Leopoldo Meinen.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
O INCENTIVO À LEITURA
NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Nilda Flores Schutz
Especialista em Pedagogia Gestora:
Orientação, Supervisão e Administração
Escolar
A
leitura é uma atividade permanente da condição humana, uma habilidade a ser
adquirida desde cedo e treinada em suas várias formas, portanto, é na escola
que desperta-se a paixão de ler.
É
de fundamental importância que as escolas trabalhem a leitura nas séries
iniciais, através de projetos, incentivando assim, o gosto e o prazer ao ler,
de uma forma descompromissada e sem cobrança, acontecendo assim, a fruição. O ideal, é que nas escolas, as crianças
tivessem acesso aos livros desde cedo, através de sacolas de leitura, onde
brincariam de ler, ou mesmo já alfabetizados, fazer uso dessa maravilhosa
ferramenta e até, a mesma (sacola de leitura), percorreria a residência dos
alunos, assim todos da família poderiam usufruir de leituras de gêneros
variados.
Segundo
o escritor Luis Fernando Verissimo - “Além de informar e educar, a leitura
também ajuda a pensar. Nos livros está a reflexão organizada sobre o mundo que
o jovem precisa para se orientar na vida. Sem falar, claro, no prazer e no
enriquecimento que ele terá com a ficção e a fantasia?”
Os
professores devem instigar os alunos à leitura e as escolas investirem na
implementação e manutenção das bibliotecas escolares, seduzindo os estudantes
para a mesma, pois é uma fonte muito importante para a formação do imaginário,
ainda mais na atualidade, em que as crianças desde cedo tem acesso à
tecnologia. “Hoje, muitos adultos não leem ou mesmo deixam de ler para seus
filhos em função da vida moderna. Por isso na aquisição do hábito da leitura
por uma criança, os professores tem papel muito mais importante do que os
próprios pais. Literatura é prazer e as crianças devem descobrir isso”, comenta
Ignácio de Loyola Brandão.
A leitura deve entrar no cotidiano da escola, através do
estímulo dos educadores, onde os alunos compartilhem suas leituras, confrontem
autores e façam indicações literárias, assim formaremos alunos críticos e que
saibam interpretar nas diversas áreas do conhecimento.
A
escola é por excelência um espaço de leitura, é dever dos educadores
incorporá-la ao seu planejamento, transformando-a em um hábito regular para os
alunos, construindo sua trajetória, como leitores. Quem sabe assim formaremos
um país de leitores. O livro deve ser
oferecido o mais cedo possível para as crianças e valorizado como objeto de
prazer e conhecimento.
Freire
(1993), no livro A importância do ato de ler, ressalta a importância da leitura
e faz uma avaliação pessoal sobre a sua leitura de mundo. Relembrando os
momentos da infância em que teve o primeiro contato com a leitura, através do
ambiente em que vivia e experiências do dia a dia.
A importância do ato de ler, eu me senti
levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática,
guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de
minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da
importância do ato de ler se veio em mim constituindo (FREIRE, 1993,
p.11).
A
leitura adquire uma extrema importância na vida do indivíduo a partir do
momento em que o mesmo adquire o hábito e faz da leitura um momento de prazer e
de conhecimento de novas culturas.
Artigo sobre educação: Relações Afetivas no Processo Ensino-Aprendizagem
RELAÇÕES AFETIVAS IMPLÍCITAS NO
PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
Pensar em educação
demanda refletir sobre o conceito que cada protagonista desse cenário, pais,
professores e alunos, tem sobre ela e sobre como implementá-la em sua prática.
Também, pensar em trabalhar o ser humano em sua totalidade, observar como se dá
o seu desenvolvimento e relacionamento com o mundo que o cerca.
Conceber e desenvolver
processos educativos no aluno com deficiência requer a observação de seu
desenvolvimento individual, bem como, as relações que estabelece com os demais,
para através da mediação estabelecer parâmetros de avanços em sua aprendizagem.
Como ressaltou Wallon (1995, p. 102):
Ora, sem
atividade coletiva não há conhecimento, nem linguagem, nem simbolismo possível.
Se, pois, a emoção ritualizada desempenha sem dúvida um papel no advento da
atividade simbólica, se ela parece ter antecedido as manifestações mais
decisivas da vida e da alma coletiva, é preciso reconhecer nela um intermediário
necessário entre o automatismo e o conhecimento.
Para
o autor, o desenvolvimento dos indivíduos se dá a partir da convivência
coletiva. A emoção é anterior a muitas conquistas das pessoas em seu
desenvolvimento, pois para ele, desde as primeiras manifestações públicas/
sociais da história humana, os indivíduos se reúnem em grupos e se expressam
através da emoção momentânea.
Considera-se que aprender
é aprender com alguém, ou seja, o ato de aprender sempre pressupõe uma relação
com outra pessoa, a que ensina.
Conforme Codo e Gazzoti
(1999, p. 98), o elo de afetividade vai se formando numa troca entre os pares e
é mediante o estabelecimento de vínculos afetivos que ocorre o processo
ensino-aprendizagem. O ensino inclusivo proporciona essa integração ao
professor e ao aluno. Ambos aprendem como atuar e interagir com seus pares no
mundo real.
Para Vygotsky, a transformação dos processos mentais
elementares em funções superiores ocorre por meio das atividades mediadas e por
meio das ferramentas psicológicas, dando a compreender que a formação da
subjetividade individual decorre do relacionamento com os outros. As análises
de Vygotsky (1993) conduziram a propor que o desenvolvimento de uma criança
deficiente representa, sempre, um processo criativo e que essa criança
apresenta meios particulares de processar o mundo. A abordagem de Vygotsky
incorpora a noção de compensação, pois no contato do indivíduo deficiente com o
mundo externo surgem conflitos, e a resolução desses conflitos pode propiciar a
emergência de soluções alternativas, que se constituem em formas
qualitativamente diferentes das funções psicológicas superiores.
Desta maneira, Vygotsky assume uma posição que
privilegia a importância dada à aprendizagem escolar como promotora do
desenvolvimento e que reconhece o papel desempenhado pelo professor como
mediador no processo de aquisição de conhecimento, na formação de conceitos
científicos e no desenvolvimento cognitivo de seus alunos. Como ressalta Páez
(2001, p. 33),
A inclusão pode trazer benefícios
incontestáveis para o desenvolvimento da pessoa com deficiências, desde que
seja oferecido na escola regular, necessariamente, uma Educação Especial que,
em um sentido mais amplo, “significa educar, sustentar, acompanhar, deixar
marcas, orientar, conduzir”
Desta forma, a inclusão escolar pressupõe mudanças
relacionadas a posturas frente às concepções que circulam o ambiente escolar. É
necessário edificar práticas que realmente estimulem a autonomia, a
criatividade e a ampliação das competências do aluno com deficiência. Para
Esteban (1989, p.77),
[...] a concepção que o professor tem de mundo e de homem tem relação com sua concepção sobre o processo de alfabetização, assim como a
leitura que faz do desenvolvimento
da criança tem relação com a qualidade da sua intervenção.
É evidente que a pessoa com deficiência
se beneficia das interações sociais e da cultura na qual está inserida, sendo
que essas interações, se desenvolvidas de maneira adequada, serão propulsoras
de mediações e conflitos necessários ao desenvolvimento pleno do indivíduo e à
construção dos processos mentais superiores (Vygotsky, 1987, p.96).
6 REFERÊNCIAS
ESTEBAN, M. T.. Repensando o fracasso escolar. Caderno de Pesquisa – CEDES. 28, 73-86. 1989.
PÁEZ, S. M. C.. A integração em
processo: da exclusão à inclusão. Escritos
da criança, 6, 29-39. 2001.
VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins
Fontes,
1984.
VYGOTSKY. L. S. Pensamento e linguagem. (J. L. Camargo, Trad.). São Paulo: Martins
Fontes. 1987. (Trabalho original
publicado em 1962).
WALLON. In LATAILE, Y; OLIVEIRA, V; DANTAS, H. Piaget, Wygotsky, wallon:
Teorias psicogenéticas em discussão. São
Paulo: Summus, 1992.
Ivania Rossatto Facco
Pós-graduada em Neuropsicopedagogia
e Educação Escolar Inclusiva
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